Inbetween days

Impulsivamente - ou involuntáriamente -, estórias e histórias saem como escarros de um nariz resfriado.

Monday, November 27, 2006

A seta e o alvo.

Eu falo de amor a vida, você de medo da morte.
Eu falo da força do acaso, você de azar ou sorte.
Eu ando num labirinto e você numa estrada em linha reta.



Essa música faz eu me sentir bem, muito bem. Nem a conhecia, mas bastou ouvi-la uma vez (ou vê-la), que aí então, ela virou meu porto seguro. Não sei o porquê, ou até sei, ela me faz sonhar e imaginar coisas que não vão acontecer. O que, agora, é muito melhor e mais divertido. Mais agradável, menos realista, menos triste. Você tem uma perspectiva, mas não tem dor. Não sente, não vive. Mas não sofre e não morre. E eu dizia que tinha cansado disso, é, tinha mesmo. Mas depois que vivi, vi que vale - muito - mais a pena, não viver.

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