ontem e hoje e amanhã e os três e eu.
Você faz uma leve brincadeira, irônica até por sinal. Sabe que vai ocorrer, mas sabe que não vai. Fica naquela ansiedade, anseia por querer tanto e saber que não vai acontecer. E enfim, acontece! E melhor do que a encomenda. Você oula, dança, chora, grita. É bom demais para ser verdade, é bom demais. E é verdade.
Agora, declaro-me livre! Transformando todo o ontem em passado, guarda-o numa pequena caixa, e põe na ultima gaveta, da última porta, do último quarto, da última casa, da ultima rua da avenida. Você volta para casa e no caminho esquece da tal caixinha. Mas sabe, que se um dia lembrar da existência desses ontens, sabe que eles estão lá, em algum lugar. E que se quiser revivê-los, pode desistir e ao invés de continuar essa busca ao futuro, pode dar meia volta e desenterrar o passado. Mas lembre-se, que é impossível revivê-lo. Por isso, viva bem o hoje que amanhã será um ontem que estará lá, na pequena caixa, na ultima gaveta, da ultima porta, do ultimo quarto, da ultima casa, da ultima rua da avenida.

0 Comments:
Post a Comment
<< Home