Inbetween days

Impulsivamente - ou involuntáriamente -, estórias e histórias saem como escarros de um nariz resfriado.

Tuesday, December 26, 2006

Se-se

Tudo o que se sonhava, se pensava, aconteceu. E todas aquelas imagens, e tudo aquilo que se imaginava que fosse, não se é. É diferente, fisicamente. É bom. Imaginava-sem sim, ser bom. Sabia-se sim a sensação. Só não se sabia que não era proibido, é permitido. Você se torna, a partir de hoje, livre. Livre dos pensamentos duvidosos. Agora você não está mais no meio entre o que acha que se é e o que se é. Estás no patamar do que não se é. E acreditem, não se ser talvez tenha um próposito maior do que ser. Ser-se pode ser limitar-se - sim, isso já foi-se dito -, e todos esses "se-se's" são. E eu, não sou. Todos esses "se-se's" são para definir-te ou indicar-te. Os "te-te's" também. Bem, mas entre todos esses "se-se's" e "te-te's", não passam de uma junção do "você" com alguma palavra qualquer. Palavras não passam de uma forma de comunicar-se com os "se-se's" e os "te-te's". Ter, ser. Eu, você. Tudo combina, e encaixa-se tão perfeitamente, como afirmar que 2+2 não é somente igual à 4, desloca-se a linha reta, e prova-se outros caminhos. Nada mais, do que sair do padrão. Coisa, que todos fazemos, mesmo sem perceber, ou só forçando pra ficar na linha mesmo. Ah, mas que tediante está ficando isso. Linhas retas, patamares, divisões, paralelas. Bem, eu aidna tenho muitas palavras bonitas, e muitos "se-se's" à escrever e mostrar que consegui fazer direitinho minhas lições de portugês (cof,cof). Mas bem, não sei se vocês são ímpares (no sentido individual, ímpar, 1), ou se dividem-se familiarmente com irmãos. Enfim, eu divido-me, e com um baita de um irmão com algumas - muitas por sinal - atitudes que não me bastam, não me satisfazem, não me agradam. Uma delas é entrar-se em contradição sempre, e achar-se o dono de tudo, e todos e do nosso planeta mundo. É, pois bem, ele agora me disconcentra, e eu tenho que, infelizmente, sair-me desta máquina e retirar meus dedos de cima de todos esses quadradinhos letrados e numerados à minha vista. Ele quer entrar, sim, tem seus "compromissos". Bem, adeus!

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