egoísmo, burrice ou a razão?
Eu grito por liberdade.
Portas se abrem
Braços, os seus, abrem-se em seguida
Pernas, as minhas, flutuam sobre o gasto chão
E vão de encontro à porta que se abre
D'outro lado da porta
Penas voam, e hão de se congregar
E asas formar.
Me esperas ainda de braços abertos
Você não possui asas.
Dois caminhos se abrem
E por detrás daquela porta que se abre
abrem-se mais duas:
Você e a liberdade.
Sou uma, só uma.
E são duas as portas
Posso voltar ao xadrez angustiante,
Posso ir de encontro à seus braços,
Posso usar as asas e voar.
Ficarei estática, de pé
Esperando minhas pernas que não mais flutuam, cansarem
E não ir de encontro à nenhuma das portas.
Não, esse tipo de idiotice não me interessa, nenhum pouco
Não serei mais egoísta.
Quero fazer o bem, não só à mim.
E novamente, meus pés flutuam, vão de encontro à você
Que ainda está de braços abertos.
Desço do céu, ficamos cara-a-cara
Seus braços que estavam abertos, agora se fecham em minhas costas
E os meus que estavam fechados, abrem-se
E se fecham, em suas costas.

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