Feche a sua, abra a minha porta.
Um dia. Um dia eu consigo entender por que você faz isso comigo, ou com você. Fica nessa eterna indecisão entre carne e alma. Entre alma e afeto. Paixão e amizade. Um dia eu entenderei, e assim, explicarei para mim mesma porque eu faço isso comigo mesma. Forço-me a sofrer, a pensar, a olhar, a falar, a sentir. Tentei, eu sei que tentei. Tentei arrumar uma saída desse labirinto, achei o caminho, mas não consegui achar o porquê desta larga estrada ser, para mim, um labirinto. Talvez eu achasse que no final deste humilde caminho houvesse felicidade, talvez a felicidade esteja no início, no ponto de partida. Ou talvez até, essa tal felicidade nem exista, e eu me esconda por trás destas imaginárias paredes deste pseudo labirinto por saber que a felicidade não existe. Logo, procuro o cotnrário dela - da felicidade - para mostrar que eu existo, já que para existir é necessário ser. Ser alegre, ser infeliz, honesto, trapaceiro ou esperto. Para ser alguém é necessário que haja um rótulo, uma qualificação, um defeito, ou os três. Bem, vou lhes confessar uma coisa. Não sou esperta, nem inteligente, quem dirá burra. Não sou feliz, não sou infeliz. Nem medíocre nem boa demais. Eu sou. Sou Maria Gabriela Borges Mascarenhas. E agora, pela décima sétima vez - no décimo sétimo dia - me despeço dessa vida tão indiferente. Vida de ser o que não sou - perceberam como isso me incomoda tando que está presente em todos os posts? -, de esperar a sua boa vontade, de esperar a minha boa vontade de me despedir. Mas agora acho que a minha boa vontade veio à tona, e assim com despedida, saio de sua vida. Mas não se esqueça que eu deixarei, deixei, suas janelas abertas e a porta destrancada, pois, acabo de declarar que voltarei, quando a sua boa vontade vier à tona, assim como está a minha. Ou melhor, trancerei suas portas e suas janelas e abrirei as minhas. Agora, quando a sua boa vontade vier à tona, estarei de portas, janelas e chaminé abertas, e você será bem vindo. Mas até lá, lembre-se, do mesmo modo que estão abertas para você, estarão abertas para todos e qualquer um que tiverem vontade de entrar e visitar. A vitrine não existe, não quero parecer um produto, quero parecer uma casa, muito bem decorada e imobiliada pronta para morar, mas lembre-se que esta tem um alto custo, e como não estou mais disposta a lhe oferecer, terá que pagar caro para entrar nela. Mas posses, você tem demais. E por favor, ao entrar, feche as portas as janelas e a chaminé, e apague a luz. Se não entrar só, calma, abra a porta da saída tire os curiosos ou retire-se. Mas estou - ainda - de portas abertas. Por tempo limitado. P.S.: Não haverá campanhia, entre, sente-se e fique à vontade. à vontade, claro, se quiser um café, levante-se e pegue. Estarei sentada e à vontade com você.

0 Comments:
Post a Comment
<< Home