Inbetween days

Impulsivamente - ou involuntáriamente -, estórias e histórias saem como escarros de um nariz resfriado.

Saturday, May 05, 2007

Século 21

Hoje me vi num episódio engraçado, nessa minha tediosa vida.

Lá estava eu num mercadinho em Setúbal, quando vi dois reais no chão. Usei da minha educação, e perguntei às senhoras que estavam ali, se era de alguma delas - caso não fosse, pegaria os dois reais pra mim, né. Mas aí é que entra a parte engraçada. A senhora disse, "já que não é de ninguém, é de quem viu pirmeiro" - que até então achava-se que teria sido eu, mas um rapaz, não, um homem - devia ter uns trinta e poucos anos - se abaixou, e num gesto rápido, pegou a nota e guardou no bolso. E todos riram de mim - como se pensassem: que boba ela, que burra. Bem, eu na minha inocencia, a princípio fiquei sem entender. Mas aí percebo, que o mundo é dos "espertos". Primordialmente fiquei chateada, pois aqueles dois reais, hoje, me salvariam - isso é fato -, mas aí eu refleti que, ali era um simples mercado, baixo escalão mesmo, e que aquilo podia ser a passagem de alguém, que agora iria voltar para casa com suas compras na chuva. Tolice minha, mas foi assim que pensei. Sinto-me triste por não estar tão penetrada nessa geração, onde independente do que se trate, o valor, os números, são o que importam. Pois é gente, é assim que o mundo vai pra frente. Usem da esperteza e consigam o que querem. Mas o recado ficará dado: Tenho rpa mim que esperteza não é inteligência, quiçá índole. Se bem usada pode ser sim, muito útil. Mas se usar de para o mal do próximo, é só lembrar que também tem alguém que quer o seu mal. :~

Sunday, April 29, 2007

Ressurreição

Pois é, queridinhos. Estou de volta neste, então, o moçadodiscovoador.blogspot não tem mais necessidade de ser visitado, pra vocês, qeu costumam entrar e dar boas risadas das asneiras aqui escritas.

Ontem: Cine Pe. Fantástico! Organização de 2007 tá fodendo! Vídeos maravilhosos, muito bem produzidos. A equipe de seleção está também de parabéns.

Bem, poderia dizer-lhes que estou nomeu melhor estado, como hoje mesmo já disse à alguns. Mas a verdade não é bem essa. Eu só cansei de sonhar alto demais e não sair do lugar. Cansei de repitir isso e dizer que estou mudando ou vou mudar. Can-sei desse papinho mixuruca.

Queria mesmo que isso que ocupa o vácuo em minha mente criasse asas e voasse para nunca mais voltar. Queria, queria muito. Mas não dessa forma. Sem perceber. Se foi, se foi.. Pra bem longe, dessa vez eu tenho certeza, mas eu não queria isso, não desse jeito. Eu queria voar, eu queria me libertar. Não queria que você criasse asas e fosse assim, sem nem ao menos me dizer.

hey man, slow down, slow down,
idiot, slow down, slow down.

(Radiohead)


E quanto à nova vida, esta, vem sendo mais ilusitória que todas as outras. Enfastiei-me dessa vida irreal. De viver em função dos dedos e da tecnologia. Quero correr, pular, saltar do penhasco, por conta própria. Não quero ser abdusida por ele, como venho sendo. Tentar não basta, tem que conseguir.

Saturday, March 31, 2007

devolva-me

Rasgue as minhas cartas e não me procure mais
Assim será melhor, meu bem

Friday, March 30, 2007

Cócegas

Se incomodam tanto, por que rimos quando sentimos?

Você é assim.






Eu queria deixar de ser letras e tornar-me palavras ou frases.
Quem sabe um dia, um livro.

Tuesday, January 30, 2007

vacation

Me peguei agora lembrando dos meus dias em Porto de Galinhas, e uma das coisas que não irei esquecer, é de um tal sábio, e de uma tal frase que ele disse. Sim, lembro-me de como ele era e de seu nome - "Agustin" -, lembro-me ambém que ele é português e que ele disse que eu jamais o esqueceria.
E a tal frase foi:

"Se aos 20 não és belo, se aos 30 não és forte, se aos 40 não és rico e se aos 50 não és sabio, não serás nada disso nunca mais."

Lembro-me também dele explicando cada fase da vida, e da importância das coisas, e de saber valorizar a vida, a sua e de seu próximo. São cenas da vida que serão recordadas como se fossem filmes. E estas férias, que amanhã se encerram, para mim, renderam bastante.

Vivi em um mês, coisas que não vivi em um ano. Conheci pessoas maravilhosas e aprendi a valorizar tantas outras. Cultivei coisas boas, creio eu. Mas como todo humano também falhei, mas nada que não fosse relevante.
E aqui, deixo os meus sinceros agradecimentos, e é com imensa satisfação que lhes digo que gostaria que este ano fosse tã bom como estas férias. Muito obrigado à todos, e que venha junto com este novo ano letivo, uma nova vida! Porque as férias se encerram e a vida dura começa.

Sunday, January 28, 2007

descobertas

Bom é descobrir que você, pelo contrário do que até então se achava, também recebe seu devido valor. É ótimo ver que o relacionamento com pessoas que pra você valiam e valem muito é reciproco quando se achava que você, pra variar, gostava só das coisas.


Confesso que tenho escrito pouco aqui, ultimamente não tenho me sentido à vontade ou sei lá. Sem vontade ou com preguiça mesmo. Mas hoje eu senti necessidade de deixar esse pequeno desabafo aqui, porque hoje não foi um dia especial, pelo contrário, foi um dia comum, mas um dia de descobertas que vão fazer com que meu humor se torne mais estável por um tempo.


Obrigado à todos vocês que tem feito isso comigo.
Os que já faziam parte da minha história e os que acabam de entrar.

Wednesday, January 24, 2007

you have killed me

Mesmo que de longe, you have killed me.
Mesmo que desarmado.
Mesmo que cego, ou sem sentir.
Mesmo sem pensar.
Mesmo sem viver, you have kiled me.

Estou perto.
Estou armada.
Enxergo-te.
Raciocino, penso.
Vivo.

i have killed me.
suicide. for love.
for you.

(tolice demais para um ser só, não?)

Sou, és.

Canso.
Finjo que canso.
Cansei.
Estava cansada.
Quero me cansar.


Sou um monte de areia, você é vento.
Me modifica, me muda de lugar, mas eu continuo a ser sempre areia.
Você me espalha, você me junta.
Continuo areia.

Sou poesia, você é prosa.
Sou adjetivo, você é verbo.
Sou relógio, você é tempo.

Sou ar quente, solo rachoso, sou sertão.
És chuva, neve, sul.

Sou filme, és cinema.
Sou ator, és o diretor.

Sou solidão.
E você, escuridão.

Ai, se sêsse.

Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesseS
e juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse a portado céu e fosse te dizer qualquer tolice
E se eu arriminasse
E tu cum eu insistisse pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tavés que nois dois ficasse
Tavés que nois dois caisse
E o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse.

(Zé da Luz)