Inbetween days

Impulsivamente - ou involuntáriamente -, estórias e histórias saem como escarros de um nariz resfriado.

Thursday, November 30, 2006

eight

Falavas que queria. Duvidei.
Você provou. Você me provou.
Sete dias se passaram.
Estou no oitavo, uma nova estação se inicia.
O outono se foi. Você se foi.É, se foi. Fisicamente.
Na sua solidão, aproveitou-se da minha.
Egoísta. Agora que acompanhado, quem sou eu?
A velha criança lhe serviu de conforto
Ora, que tola! Não a toa, é uma criança.
Aprendeu. A criança, aprendeu.
Antes só, do que mal acompanhada.
Não, não era bom, você não era bom.
Era bom por demais, era ótimo. É ótimo.
Mas, criança é exigente
E agora, ela quer o excelente.
Ao sair, apague as luzes. Mas não tranque as portas.
Estarão, quem sabe um dia, abertas para você novamente.

Wednesday, November 29, 2006

Baleia encalhada

Eu tinha tanta coisa pra falar hoje, que de demorar, e continuar acomodada, esqueci. E não escrevi, e não estudei, e não organizei meu quarto. E só comi e não fiz nada. Me sinto uma baleia encalhada, e não há força que me tire dessas pedras. Todos tentam, tentam, e mais pessoas aparecem, e tentam novamente. Até que ninguém consegue. E eu fico aqui, encalhada, parada, gorda, imóvel, ainda no ócio. Até chegar a hora em que morrerei de solidão. Por culpa minha, claro.

Tuesday, November 28, 2006

Vida artística.

Ontem eu era artista. Hoje sou uma consequência do ontem. Hoje, sou mais artista ainda. Não sinto, não ando, não ajo, não vivo. E expresso sentimentos em minhas artes, em mim. Sou artista, fruto da arte. Ou, quem sabe, sou a flor que gerou o fruto; a arte. É quase o mesmo que dizer, que há ciência sem haver cientistas. Oras, o que é isso? Hahahaha. Um dia eu irei, não sou sólida. Minhas artes - sólidas - ficarão. Hoje sou um artista falido, amanhã - não mais viva - serei rica, e famosa.

Não se sabe a razão da existência, ou o propósito do universo, o que é, quem o fez, o que será, porque foi e porque é. Mas já tentam descobrir isso tem muito tempo, e quem sou eu para discutir existencialismo? Sou eu, Maria Gabriela Borges Mascarenhas, e me declaro um ser vivo, logo, posso discutir o meu existencialismo. De uma coisa estou certa. Não há razão de se estar aqui, e se tiver, peço que me digam antes de minha morte! Eu acho engraçado assistir aos bípedes lutarem pela sobrevivência ou por uma vida digna, se tudo que els fazem, o que eles são, um dia deixarar de ser, mesmo que para alguns - que também deixarão de ser - nós sejamos memória. Memórias que se vão, assim como as nossas daqueles que se foram.




Monday, November 27, 2006

A seta e o alvo.

Eu falo de amor a vida, você de medo da morte.
Eu falo da força do acaso, você de azar ou sorte.
Eu ando num labirinto e você numa estrada em linha reta.



Essa música faz eu me sentir bem, muito bem. Nem a conhecia, mas bastou ouvi-la uma vez (ou vê-la), que aí então, ela virou meu porto seguro. Não sei o porquê, ou até sei, ela me faz sonhar e imaginar coisas que não vão acontecer. O que, agora, é muito melhor e mais divertido. Mais agradável, menos realista, menos triste. Você tem uma perspectiva, mas não tem dor. Não sente, não vive. Mas não sofre e não morre. E eu dizia que tinha cansado disso, é, tinha mesmo. Mas depois que vivi, vi que vale - muito - mais a pena, não viver.

Vestibular.

Não é nenhum bicho de sete cabeças. É fácil, bem fácil. Mas pra quem estuda, claro. Eu garanto, que caso esse ano, eu tivesse me esforçado, eu passaria tranquilamente. Mas bem, o ano se passou e não adianta lamentar.


É isso.



E, aqui também, continuo vivendo uma vidinha imaginária. Mas isso me faz bem, amém.