Inbetween days

Impulsivamente - ou involuntáriamente -, estórias e histórias saem como escarros de um nariz resfriado.

Sunday, December 31, 2006

egoísmo, burrice ou a razão?

Eu grito por liberdade.
Portas se abrem
Braços, os seus, abrem-se em seguida
Pernas, as minhas, flutuam sobre o gasto chão
E vão de encontro à porta que se abre
D'outro lado da porta
Penas voam, e hão de se congregar
E asas formar.

Me esperas ainda de braços abertos
Você não possui asas.
Dois caminhos se abrem
E por detrás daquela porta que se abre
abrem-se mais duas:
Você e a liberdade.

Sou uma, só uma.
E são duas as portas
Posso voltar ao xadrez angustiante,
Posso ir de encontro à seus braços,
Posso usar as asas e voar.

Ficarei estática, de pé
Esperando minhas pernas que não mais flutuam, cansarem
E não ir de encontro à nenhuma das portas.

Não, esse tipo de idiotice não me interessa, nenhum pouco
Não serei mais egoísta.
Quero fazer o bem, não só à mim.
E novamente, meus pés flutuam, vão de encontro à você
Que ainda está de braços abertos.
Desço do céu, ficamos cara-a-cara
Seus braços que estavam abertos, agora se fecham em minhas costas
E os meus que estavam fechados, abrem-se
E se fecham, em suas costas.

"Retrospectiva"

Fiquei horas pensando em tantas coisas pra por aqui, afinal, é o último dia do ano de 2006. Pensei em fazer uma retrospectiva, comentar sobre momentos bons e ruins. Mas eu me peguei pensando que aquilo que a gente faz, acontece, fica lá. Não, não é errado "remoer", diria até, que é certo. Em outra hora, pensei em não falar do que se passou, e sim falar do que virá. Mas quem sou eu para prever algo? Bem, pensei também em escrever sobre minhas vontades e desejos neste ano que virá, mas minha mente se encontra inconstante, tanto que algo que hoje penso, hoje quero, amanhã posso não pensar, não querer, não gostar. Mas se esse tem que ser um post marcante, não por ser o último do ano. Esqueçamos tudo isso de posts, e desejos. Vejamos o lado de dias, anos. Que cada 365 dias que se passam, é como se a quantidade dos dias não fosse essa, ou como se ao invés de 24, os dias tivessem 12 horas. É, o tempo está passando muito rápido demais.

Cada dia que se passa, é um dia a menos a se viver. Cada coisa que deixamos de fazer, é uma história a menos para contar pros netos. Mas e quem se importa de viver em função dos outros? Fazer algo só para contar à alguém o que se foi feito? Tolice, não? É. Em 2007 farão 17 anos que estou marcando presença nesse planeta mundo. E ninguém sabe quantos 17 se virão. Não, não quero lamentar o que fiz ou não fiz. Quero apenas fazer jus a minha sorte de estar aqui, já que, creio eu, que depois disso, não haverá mais nada.

Mas antes de encerrar, gostaria de dizer, que a cada ano que se passa, os anos são melhores. Assim como 2005 foimelhor que 2004, e 2006 melhor que 2005. E agora espero, que esse 2007 seja melhor do que esse 2006. 2006, ano no qual não deixei de lado nada do que queria fazer. Posso sim, ter desejao tanta coisa e não ter alcançado nada.. Mas querer não é poder. Mas uma coisa é certa, eu entrei em todas as portas de oportunidade que se mostraram abertas, e claro, bati e pedi licença.

Feliz 2007 pra todos vocês. É, vocês. Vocês que não lêem isso, e nem lerão. Mas, sabe-se lá como, algumas pessoas descobriram a existência desta mera págnina na internet, que não serve para nada mais, do que conter meus pobres desabafos.



Thursday, December 28, 2006

Peço desculpas à minha cara amiguinha Júlia. -.-

Wednesday, December 27, 2006

Idéias

Eu me espanto com a capacidade de um dicionário ser tão bom e ruim, proporcionalmente. Tenho umas indéias boas pra falar aqui para vocês, meus caros. Só por achá-las boas, queria escrever aqui decentemente, e usar do aprendizado daquelas aulas de português. Mas, eu queria achar uma palavra mais bonita para o termo "criança". E me deparo com a idéia da existência do bom e velho dicionário. Sem nem piscar os olhos me deparo na página 176 do dicionário "Ruth Rocha", e encontro: "Criança: Menino ou menina." Até aí, nada demais. Só fato de eu agora ter que trabalhar mais com meus dedos indicadores. E me deparo com a palavra menina, na página, enfim, não lembro. Mas bem, definição para menino e menina respectivamente: "Criança do sexo masculino/feminino". Logo, conclui-se, que não se sabe o que é uma criança. Mesmo nós todos temos sido ou sermos. Mas bem, vamos ao que interessa, antes que como sempre minhas idéias escapem.


Pessoas não-crianças (gente grande) adoram números. Mesmo que eles não passem de uma expressão pra indicar quantidades. Quando falamos de um novo coleguinha, eles jamais perguntam o sotaque dele, seus doces preferidos, ou se eles brincam de castelinho na areia. Vão direto ao essencial, perguntam-nos a idade dele, seu peso, a quantidade de irmãos e as vezes até a renda de seus pais. E assim, julgam o nosso novo coleguinha. Mas aí, falamos de um sonho nosso, se dissermos à elas - as pessoas grandes - que sonhamos com um carro "azul turquesa de portas douradas, mas não brilhava como o sol, com pombos em suas antenas, mede 2 metros, cabe nove pessoas, tem dois andares em apenas um andar, não existe motor, funciona aos pés - como nos flinstons - e as pessoas do andar de cima, alcançam o chão igualmente como as de baixo" eles jamais imaginariam. Mas é só falarmos, sonhei com um carro de "70 mil contos" que eles imaginam, e exclamam: "Que maravilha!".

(as "pessoas grandes" não compreendem nada sozinhas, precisam sempre de alguém para lhes traduzir, ou de números. É cansativo para nós estar toda hora explicando...)

Tuesday, December 26, 2006

Se-se

Tudo o que se sonhava, se pensava, aconteceu. E todas aquelas imagens, e tudo aquilo que se imaginava que fosse, não se é. É diferente, fisicamente. É bom. Imaginava-sem sim, ser bom. Sabia-se sim a sensação. Só não se sabia que não era proibido, é permitido. Você se torna, a partir de hoje, livre. Livre dos pensamentos duvidosos. Agora você não está mais no meio entre o que acha que se é e o que se é. Estás no patamar do que não se é. E acreditem, não se ser talvez tenha um próposito maior do que ser. Ser-se pode ser limitar-se - sim, isso já foi-se dito -, e todos esses "se-se's" são. E eu, não sou. Todos esses "se-se's" são para definir-te ou indicar-te. Os "te-te's" também. Bem, mas entre todos esses "se-se's" e "te-te's", não passam de uma junção do "você" com alguma palavra qualquer. Palavras não passam de uma forma de comunicar-se com os "se-se's" e os "te-te's". Ter, ser. Eu, você. Tudo combina, e encaixa-se tão perfeitamente, como afirmar que 2+2 não é somente igual à 4, desloca-se a linha reta, e prova-se outros caminhos. Nada mais, do que sair do padrão. Coisa, que todos fazemos, mesmo sem perceber, ou só forçando pra ficar na linha mesmo. Ah, mas que tediante está ficando isso. Linhas retas, patamares, divisões, paralelas. Bem, eu aidna tenho muitas palavras bonitas, e muitos "se-se's" à escrever e mostrar que consegui fazer direitinho minhas lições de portugês (cof,cof). Mas bem, não sei se vocês são ímpares (no sentido individual, ímpar, 1), ou se dividem-se familiarmente com irmãos. Enfim, eu divido-me, e com um baita de um irmão com algumas - muitas por sinal - atitudes que não me bastam, não me satisfazem, não me agradam. Uma delas é entrar-se em contradição sempre, e achar-se o dono de tudo, e todos e do nosso planeta mundo. É, pois bem, ele agora me disconcentra, e eu tenho que, infelizmente, sair-me desta máquina e retirar meus dedos de cima de todos esses quadradinhos letrados e numerados à minha vista. Ele quer entrar, sim, tem seus "compromissos". Bem, adeus!

Saturday, December 23, 2006

olhe,olhe

Alegria, alegria! O mundo gira, o corpo está leve e pesado. Todos riem, é divertido. Você ri, você dança, você olha, você fala.. Ah, e se fala! Diversão, amigos, olhares. Você percebe, é percebido. Você sente, e descobre. Ah, descobre tanta coisa.. Não, não são segredos. Não desmascara e nem precisa se emascarar. Descobre qe o que vem de dentro não é metade do que achavas que era, ou é o dobro. Você faz as coisas, se arrepende. Moralmente sentida, é assim que estás. Mas é tudo tão bom, que passam despercebidas essas dores na moral. Imagine no carnaval..

Friday, December 22, 2006

ontem e hoje e amanhã e os três e eu.

Você faz uma leve brincadeira, irônica até por sinal. Sabe que vai ocorrer, mas sabe que não vai. Fica naquela ansiedade, anseia por querer tanto e saber que não vai acontecer. E enfim, acontece! E melhor do que a encomenda. Você oula, dança, chora, grita. É bom demais para ser verdade, é bom demais. E é verdade.

Agora, declaro-me livre! Transformando todo o ontem em passado, guarda-o numa pequena caixa, e põe na ultima gaveta, da última porta, do último quarto, da última casa, da ultima rua da avenida. Você volta para casa e no caminho esquece da tal caixinha. Mas sabe, que se um dia lembrar da existência desses ontens, sabe que eles estão lá, em algum lugar. E que se quiser revivê-los, pode desistir e ao invés de continuar essa busca ao futuro, pode dar meia volta e desenterrar o passado. Mas lembre-se, que é impossível revivê-lo. Por isso, viva bem o hoje que amanhã será um ontem que estará lá, na pequena caixa, na ultima gaveta, da ultima porta, do ultimo quarto, da ultima casa, da ultima rua da avenida.

papo

é meu jeito frio de tratar de uns tempos pra cá
todas as pessoas?
o jeito com que eu me rejeito
achando as pessoas que eu as rejeitei
essas, são duas das mil coisas que estava cansada já
pessoas que me conheciam, e não conheciam, tirando conclusões precipitadas - ou não - de mim
sem nem eu ser metade daquilo
ou sem ser nada, mesmo.
trocarem gato por lebre
ou tigre por escorpião
eu cansei, sabe.
cansei de ser cobra, tatu e escorpião
de ser qualquer animal, racional, bípede ou inutil que colocam em mim
e que eu acabo tendo que me adaptar à algo
ao qual não faz parte de mim
só pra satisfazer o pensamento dos outros
que tiraram conclusões - e com razão - de mim
de eu ser algo que eu não era.
cansei, sabe.


C, diz:
qual teu problema? tu quer ser tu e não quer ser oq a sociedade exige?
não, não, não, eu sou eu.
e eles não me exigem, eles observam
e a primeira impressao é a que fica
e eu, acabo me tornando 3,4, mil pessoas
pra satisfazer cada observação,
nenhuma errada, mas nenhuma eu.


E com esse ligeiro papo de internet de 3 minutos eu me declaro, renovada!

Thursday, December 21, 2006

Vida

À cada vinte e quatro horas que se completam, me obrigo à conformar-me com a situação. Em cada hora dessas tais vinte e quatro em que me deparo com tão triste e bela feição, me vejo nua, crua e replta de arrependimento. Arrependo-me de não ter dado a atenção que ela merecia, de não ter cumprido com meus deveres, e até as promessas que fiz à mim mesma...
É cruel olhar ao meu redor e perceber que é tudo verdade. Perceber que não vai haver aquele momento em que vou acordar e me sentir aliviada, pensando comigo que foi apenas um sonho ruim. É tudo real. Uma realidade ímpar, com harmonia e desordem, faz parte.
Mas chega uma hora em que tudo ao seu redor congela e você se vê adiante, olhando para tudo o que está congelado. Ou simplesmente, você não consegue se ver ali, sem ela, sem eles, sozinha. Viver é difícil, sozinha impossível. Mas aí é quando reparo em mim um quebra-cabeça, as peças estão próximas e óbvias, basta encaixá-las! É, o problema é a impulsividade não atrapalhar-me n caminho até as peças, e esquecer até, que existe esse tal quebra-cabeça.
Eu iria agora pedir perdão. Desculpar-me por tudoaquilo que não fiz ou não fui. Mas isso é o mínimo e não ajuda muito. Esquecer tudo o que passou e recomeçar, é inútil. Já que todos os dias ao deparar-me de fronte ao espelho, nas manhãs de sóis nostálgicos e agradáveis, ao retirar tão imundas remelas de noites de sonos tão bons, repito para mim mesma sempre a mesma frase: "hoje é um novo dia, dia de recomeçar". Entenda isso com aquela velha frase - por mim sempre repetida - "agora me declaro de dieta. Estou gorda e assim jamais conseguirei ficar bem nas roupas ou tornar-me uma top model. Ou qeum sabe, até mesmo descolar aquele gatinho". Parece inútil, até é, fútil também. Mas faz parte do ser humano que se preocupa apenas com si mesmo, e quando fala-se em recomeçar, fala-se em vida própria. Metaforicamente, esquecendo a vida dos outros. Metaforicamente, de novo, esquecemos que necessitamos das outras vidas - a qual não damos seu devido valor - para sobreviver, para viver.
Ele, talvez não me fará sofrer, mesmo que me faça falta. Mas sei o que é dor de perda, sinto até hoje, e sentirei amanhã quando outros se forem. E gostaria de não estar no lugar dele, não por nãoquerer ver os outros sofrerem por mim - e não quero - mas por estar ali e saber que mais tarde ou mais cedo irei dessa para uma melhor - ou pior - e isso aqui, que é tão, mas tão bom, que é viver, acabará. Sem ao menos eu ter dito meia dúzia das centenas de milhares palavras bonitas que tinha à falar pros queridos, ou dos sermões que alguns merecem ouvir, dos beijos e abraços que gostaria de dar, dos doces que gostaria de experimentar, de viver as histórias que conto aos meus amigos que nunca aconteceram, dos amigos, dos amores, da família, das músicas, da juventude e das cervejas. Da Vida.
E agora me peguei a pensar, caso daqui há uns 50 anos ou 50 dias eu venha a ir, se alguém lerá esta página e vai pensar que eu esqueci de falar-lhe algo. Ou que eu lhe fale demais. Mas enfim, deixe que o tempo decida. Porque agora eu sou só mais uma que pensa num futuro melhor - mesmo sem agir pra tal acontecimento - ou que não fez metade do que gostaria.
Sou jovem, conciente, irresponsável, mentirosa e talentosa. Não quero que as pessoas se vão sem descobrir meu verdadeiro eu. Agindo assim como humano mortal, egoísta e egocêntrico.

Monday, December 18, 2006

Espontâneo

não. diz:
a gente pensa
não. diz:
"não, não vou mais. não quero mais"
não. diz:
e quando vê já está com os dedos no celular, ligando, dando sinal de vida
não. diz:
a gente sabe que tá errado e promete a si mesmo
não. diz:
"não, eu não quero. vou sair dessa, ou tirá-lo daqui"
não. diz:
Mas ai, quando vai ver
não. diz:
ele que tirou você
não. diz:
num piscar de olhos
não. diz:
porque percebeu que você não vale à pena
não. diz:
não valer à pena, é quase como ser inútil
não. diz:
ser inútil é como ser um lixo, mas irreciclável.
- diogo .perco quantas vezes em um dia quero te encontrar. diz:
hummmmmmmm
não. diz:
sem destino. a não ser, queimar e apodrecer aos urubus.
não. diz:
obrigada, não estou bem.



Escrever espontaneamente uma situação é a melhor maneira de escrever. Planejar demais, enfeitar ou calcular demais, pode transformar uma história num estória. Talvez esse era o tal problema da vida imaginária.. Não saber interpretá-la.

Aparentemente livre. (?)


Aparentemente livre. O fato de possuir asas não quer dizer que saiba usá-las. Mas claro, pode-se sim tê-las, saber usá-las, e não as usar. Talvez por simplesmente não saber que as possui, ou por falta de vontade. O ser humano - como um todo - necessita do próximo, seja para mandar ou ser mandado. Andei pensando em uma frase do meu querido Nietzche: "Quanto mais me elevo, menor pareço aos olhos de quem não sabe voar". E me encontro numa eterna dúvida em saber se estou voando, ou parada embaixo. Conclusões tiradas por não parescer nada à ninguém. Ou parescer, mas não ser notada. Algo minúsculo demais, ou talvez, muito grande, e os observadores de olhos vendados. Não encontro soluções, tudo já foi tentado. Não há a quem pedir conselhos, sou irreperável. Não há ninguém me vigiando, ninguém me nota, me percebe... Logo, sou aparentemente livre.

Friday, December 15, 2006

Efêmero carnaval

Me impressiono com a capacidade dos bípedes estrapolarem na hora de falar. Ah, mas se eles falam... Falam tanto, falam do que aconteceu, do que vai acontecer, do que pensam ou do que oos outros pensam... Falam tanto, que chega uma hora que já falaram tudo, e por não terem mais o que falar, acabam usando da mentira. Ah, a mentira.. E que pecado esse! Roubar do próximo o direito de saber a verdade. E calma, eles roubam sim, mas não querem ser roubados.. Mas todos roubamos, consequenetmente somos roubados, na maioria das vezes sem perceber. Como um arrastão, que em meio à tanta confusão, você fica confuso, perde seus bens e nem sabe como e muito menos porquê. Ou, como um carnaval. Mas no carnaval é tudo muito bom, o carnaval é muito bom. Todos alegres, sorridentes, embreagados e fora de si. N'outro dia após este efêmero carnaval, você percebe que alguams coisas lhe faltam. Um pertence, um dinheiro, um cabaço (HEHEHE), uma prisão. Mas claro, que você pode ser o ladrão, e estar com pertences dos furtados no final do carnaval, e esperar ansiosamente pro início de outro efêmero carnaval.

Algo que percebi agora, e que justificou minhas notas baixas em redação: fuga ao tema. (Notaram?) Eu começo falando de alguma coisa e em milisegundos me pensamento se desvia, quando vejo, de diálogos e bípedes já estou em carnavais e mentiras... Isso, esteticamente, pode-se considerar um defeito, e que defeito.. Mas humanamente falando pode-se considerar uma qualidade. Qualidade essa que visa todos os lados da situação. Ou até mesmo, uma forma de não perdeer-se muito tempo num assunto fútil ou banal. Isso é legal. O problema está em diferenciar os assuntos. Podendo eles serem o novo penteado da atriz das oito - assunto pelo qual a maioria dos bípedes são bastante interessados -, ou um efêmero carnaval. Tanto faz. É tudo diálogo, tudo ocupa o tempo, *tudo tem um fim*.

Thursday, December 14, 2006

se

Seria até bom se eu fosse capaz. Capaz de criar, capaz de me organizar, capaz de ser. Bem, mas hoje não vem ao caso o qeu eu sou, ou não capaz de fazer ou ser. Cansei de falar de mim, de me expor ao publico, mesmo que aqui ele seja inexistente. Quero me guardar para mim. Mas que audácia! Aqui estou eu falando de mim novamente...

Bem, gostaria de terminar.
Mas agora vou ali e volto já! :*

Frustrações

Você não conhece as minhas frustrações. Aliás, ninguém conhece. Bem, não é de interesse público o que me aflige ou não. Ainda que falemos constantemente de caridade e amor pelos nossos semelhantes. Na verdade fala-se disso, porque o instinto no fim predomina, e o instinto é perigoso, é perigoso demais. Os religiosos e os libertários concordam. Eu devo concordar também, não é?
Não saia do padrão, use a lógica, marche sem parar.
E o mais importante, não questione, porque questionar é uma forma de libertação,
não é o que queremos. Use a cabeça para não raciocinar.
Seja feliz, na sua ingênua ignorância.
Você não conhece as minhas frustrações.

Wednesday, December 13, 2006

Vira, remexe e sacode.

Estou dando uma reviravoltazinha nisso aqui.
Como transformar água em vinho... Amém.

L.I.V.R.O.





Existe entre nós, muito utilizado, mas que vem perdendo prestígio por falta de propaganda dirigida, e comentários cultos, embora seja superior a qualquer outro meio de divulgação, educação e divertimento, um revolucionário conceito de tecnologia e informação.

Chama-se de Local de Informações Variadas, Reutilizáveis e Ordenadas - L.I.V.R.O.

L.I.V.R.O. que, em sua forma atual, vem sendo utilizado há mais de quinhentos anos, representa um avanço fantástico na tecnologia. Não tem fios, circuitos elétricos, nem pilhas. Não necessita ser conectado a nada, ligado a coisa alguma. É tão fácil de usar que qualquer criança pode operá-lo. Basta abri-lo!

Cada L.I.V.R.O. é formado por uma sequência de folhas numeradas, feitas de papel (atualmente reciclável), que podem armazenar milhares, e até milhões, de informações. As páginas são unidas por um sitema chamado lombada, que as mantém permanentemente em sequência correta. Com recurso do TPO - Tecnologia de Papel Opaco - os fabricantes de L.I.V.R.O.S. podem usar as duas faces (páginas) da folha de papel. Isso possibilita duplicar a quantidade de dados inseridos e reduzir os custos à metade!

Especialistas dividem-se quanto aos projetos de expansão da inserção de dados em cada unidade. É que, para fazer L.I.V.R.O.S. com mais informações, basta usar mais folhas. Isso porém os torna mais grossos e mais difíceis de ser transportados, atraindo críticas dos adeptos da portabilidade do sistema, visívelmente influenciados pela nanoestupidez.

Cada página do L.I.V.R.O. deve ser scaneada opticamente, e as informações transferidas para a CPU do usuário, no próprio cérebro, sem qualquer formatação especial. Lembramos apenas que, quanto maior e mais complexa a informação a ser absorvida, maior deverá ser a capacidade de processamento do usuário.

Vantagem imbatível do aparelho é que, quando em uso, um simples movimento de dedo permite o acesso instantâneo à próxima página. E a leitura do L.I.V.R.O. pode ser retomada a qualquer momento, bastando abri-lo. Nunca apresenta "ERRO FATAL DE SENHA", nem precisa ser reinicializado. Só fica estragado ou até mesmo inutilizável quando atingido por líquido. Caso caia no mar, por exemplo. Acontecimento raríssimo, que só acontece em caso de naufrágio.

O comando adicional moderno chamado ÍNDICE REMISSIVO, muito ajudado em sua confecção pelos computadores (L.I.V.R.O. se utiliza de toda tecnologia adicional), permite acessar qualquer página instantaneamente e avançar ou retroceder na busca com muita facilidade. A maioria dos modelos à venda já vem com esse FOFO (softer) instalado.

Um acessório opcional, o marcador de páginas, permite também que você acesse o L.I.V.R.O. exatamente no local em que o deixou na última utilização, mesmo que ele esteja fechado. A compatibilidade dos marcadores de página é total, permitindo que funcionem em qualquer modelo ou tipo de L.I.V.R.O. sem necessidade de configuração. Todo L.I.V.R.O. suporta o uso simultâneo de vários marcadores de página, caso o usuário deseje manter selecionados múltiplos trechos ao mesmo tempo. A capacidade máxima para uso de marcadores coincide com a metade do número de páginas do L.I.V.R.O.

Pode-se ainda personalizar o conteúdo do L.I.V.R.O. por meio de anotações em suas margens. Para isso, deve-se utilizar um periférico de Linguagem Apagável Portátil de Intercomunicação Simplificada - L.A.P.I.S.

Elegante, durável e barato, L.I.V.R.O. vem sendo apontado como o instrumento de entrtenimento e cultura do futuro, como já foi de todo o passado ocidental. São milhões de títulos e formas que anualmente programadores (editores) põem à disposição do público utilizando essa plataforma.

E, uma característica de suprema importância: L.I.V.R.O. mão enguiça!

Monday, December 11, 2006

Poeira estrelar.


Vi minha infância passar como vejo os blocos nas ladeiras de olinda. Posso só apreciar e imaginar todas as faces por detrás daquelas máscaras, mas posso também estar junto a eles, participando, me divertindo e claro, mascarada. Mas os blocos são só momentos que servem de recordação e bons assuntos para todo o ano, até a chegada do próximo carnaval. Mas sabe-se que todo carnaval tem seu fim. E minha infância também teve um. Hoje me declaro não-criança por não só ter deixado de lado os brinquedos e brincadeiras, as bobagens e as cores. Mas porque hoje posso dizer que tenho um lugar na sociedade. Sociedade essa, que ainda não me vê como membro dela. Talvez por eu não ter tanto dinheiro, tanta idade ou um diploma. Mas tenho opniões, e que talvez, sejam influentes nela. Mas vai saber, né... Talvez por me achar tão adulta e achar que minhas opniões são fortes, talvez por apenas achar e não ser, eu ainda seja criança. Mas se bem que ser criança é muito melhor! Ficar de olhos vendados para a realidade singular e dura,viver num constante mundo de ilusões, alegrias, cores e sabores. Onde você ter um diploma ou uma opnião não interessa, basta ter imaginação. Crianças são todas iguais no ponto de vista social, inocentes, puras e bobas. São um escarro de esperma que se desenvolveu, pra quem sabe um dia se tornar um bípede... É, talvez os verdeiros adultos sejam as crianças. As cabeças não-pensantes que serão um futuro, assim como nós que não somos mais crianças somos o presente, e hoje, nã servimos mais para nada. Afinal, nossas opniões já estão formadas. E num mundo de constante mudança é necessário ser flexível. Quem são as verdadeiras crianças? Talvez ser criança não seja só uma fase do jogo que você terá que batalhar para digivolver, talvez as crianças não existam, pois vêem de bípedes pensantes e com opniões formadas e são postos no mundo como um espirro, uma a cada segundo, cada espirro uma criança. Nascem vivos e espertos, destinados a crescerem e se tornarem os tais bípedes, seres pensantes formadores de opniões. É, é bem complicado esse lance de ser humano, ora! "Ser Humano!" Ser um humano, ou ser um ser humano? Não importa. A questão em jogo é se você é espero e capaz de ser a sua própria isa e adquirir seus alimentos... Ou ser o alimento. Quer saber?! Um futuro ou m futuro perfeito? Que merda, grande merda. Viva, tenha status e dinheiro. Apareça em manchetes de jornais, capas de revistas, mostre para os demais que você é um bípede pensante formador de opnião, mesmo que para isso tenha que ficar pelado ou beijar aquele artista da televisão. Cresça e aparesça! Isso que importa! Ser só mais um..? Que bosta, uma grande bosta. Você vai ser só mais um omisso e obrigado à aceitar a opnião dos outros.. Opa! Logo, se apenas aceitar as opniões mostra que você não é um bípeder, um ser pensante e formador de opniões.. Você é só uma criança. Mas se somos todos omissos, de certa forma, somos todos crianças, e como as crianças inexistem, o que somos? É, nós não somos nada. Somos apenas peira estrelar. Ou um conjunto de átomos, moléculas ou ligações de CH. Ou somos o espirro de Deus, cada um de nós sendo uma gota de cuspe que oi posta pra fora durante um dos seus espirros.. Mas cuidado! Deus é alérgico, e somos poeira demais para suas narinas...


Aqui estou eu, Gabriela, 16 anos, 11 de dezembro. Terminei meu segundo ano, em pouco tempo serei terceiro, mudarei minha mente, meus pensamentos e meu futuro. E tudo que vivi até hoje, nada servirá. E é agora que vou olhar para trás e ver todo tempo que perdi. Poderia ter me dedicado mais aos estudos, e quem sabe, tentar medicina ano que vem, como tanto quero. Mas desisto da idéia só em pensar que em um ano não vai mais dar tempo de recuperar os 16 perdidos. Quantos livros podia ter lido, quantos 10 podia ter tirado, quantos amigos podia não ter perdido, quantos namorados podia ter tido, quantas discussões desnecessárias poderia ter evitado, quantos ahows poderia ter ido, quantos amigos podia ter feito e quantos amores. Às vezes penso como todo mundo, "ah, era para ter sido assim", por hora penso que foi tudouma questão do ser em questão ser muito impulsivo, ou por achar que os momentos, o agora, é mais importante. Mas eu me esqueci que o agora - no caso o ontem - é o agora de hoje - que nocaso, seria o amanhã. E fico nessa, perdendo tempo me lamentando pelo que podia ou não ter feito. É, perda de tempo. Mas que pena, já não sou quem eu queria ser. E agora estou em mais um final de ano repetindo a mesma frase: "Ano que vem eu estudo". É, masagora eu me esqueci que ano que vem, é o último. E que talvez não dê tempo de recuperar. Mas agora, o máximo que poderei fazer é arcar com as consequências.

Sunday, December 10, 2006

Você tem.

Você tem o que eu sempre quis
Você sabe o que quer
Também sabe o que tem
Ou pode ter quem quiser.



E isso me incomoda demasiadamente. Você é demais para mim, ou é de menos. Mas que importa? Você me tem, e eu, não te tenho. Isso não me dói, por incrível que pareça. Eu acho engraçada a forma como nós somos um só, como tudo flui tão bem.. E ao mesmo tempo não flui. Mas vou deixar isso para lá, meus caros. Isso já estava me incomodando demais, e preenchendo todos esses posts.. E olhe, que para variar, iria ocorrer um mal-entendido. Pois eu sei, e tiro por mim, que qualquer um que entrar aqui e ler todas e qualquer bobagem deste blog iria pensar coisas que talvez não fossem o que me ocorrem.. Mas fico feliz por poucos - ou ninguém - saber da existência de tal.

Adeus!

Saturday, December 09, 2006

Um par.

Mesmo quando ele consegue o que ele quis
quando tem já não quer..
Acha alguma coisa nova na tv
e que não pode ter, deixa de gostar
larga a mão do que ele já tempassa então a amar
tudo aquilo que não ganhou..

Dei motivo pra outra vez acreditar na cascata da vez
que você comprou a cinza era umas dez, um presente pra mim
mas se eu perguntarde onde veio esse agrado
você vai gritardiz que é homem feito, sei não
ah, faça-me o favor!
Diga ao menos o que foi, e se eu faltei em te explicar
diz que a gente sempre foi.. um par. =~


Friday, December 08, 2006

Feche a sua, abra a minha porta.

Um dia. Um dia eu consigo entender por que você faz isso comigo, ou com você. Fica nessa eterna indecisão entre carne e alma. Entre alma e afeto. Paixão e amizade. Um dia eu entenderei, e assim, explicarei para mim mesma porque eu faço isso comigo mesma. Forço-me a sofrer, a pensar, a olhar, a falar, a sentir. Tentei, eu sei que tentei. Tentei arrumar uma saída desse labirinto, achei o caminho, mas não consegui achar o porquê desta larga estrada ser, para mim, um labirinto. Talvez eu achasse que no final deste humilde caminho houvesse felicidade, talvez a felicidade esteja no início, no ponto de partida. Ou talvez até, essa tal felicidade nem exista, e eu me esconda por trás destas imaginárias paredes deste pseudo labirinto por saber que a felicidade não existe. Logo, procuro o cotnrário dela - da felicidade - para mostrar que eu existo, já que para existir é necessário ser. Ser alegre, ser infeliz, honesto, trapaceiro ou esperto. Para ser alguém é necessário que haja um rótulo, uma qualificação, um defeito, ou os três. Bem, vou lhes confessar uma coisa. Não sou esperta, nem inteligente, quem dirá burra. Não sou feliz, não sou infeliz. Nem medíocre nem boa demais. Eu sou. Sou Maria Gabriela Borges Mascarenhas. E agora, pela décima sétima vez - no décimo sétimo dia - me despeço dessa vida tão indiferente. Vida de ser o que não sou - perceberam como isso me incomoda tando que está presente em todos os posts? -, de esperar a sua boa vontade, de esperar a minha boa vontade de me despedir. Mas agora acho que a minha boa vontade veio à tona, e assim com despedida, saio de sua vida. Mas não se esqueça que eu deixarei, deixei, suas janelas abertas e a porta destrancada, pois, acabo de declarar que voltarei, quando a sua boa vontade vier à tona, assim como está a minha. Ou melhor, trancerei suas portas e suas janelas e abrirei as minhas. Agora, quando a sua boa vontade vier à tona, estarei de portas, janelas e chaminé abertas, e você será bem vindo. Mas até lá, lembre-se, do mesmo modo que estão abertas para você, estarão abertas para todos e qualquer um que tiverem vontade de entrar e visitar. A vitrine não existe, não quero parecer um produto, quero parecer uma casa, muito bem decorada e imobiliada pronta para morar, mas lembre-se que esta tem um alto custo, e como não estou mais disposta a lhe oferecer, terá que pagar caro para entrar nela. Mas posses, você tem demais. E por favor, ao entrar, feche as portas as janelas e a chaminé, e apague a luz. Se não entrar só, calma, abra a porta da saída tire os curiosos ou retire-se. Mas estou - ainda - de portas abertas. Por tempo limitado. P.S.: Não haverá campanhia, entre, sente-se e fique à vontade. à vontade, claro, se quiser um café, levante-se e pegue. Estarei sentada e à vontade com você.

Wednesday, December 06, 2006

JESUS.

Gente, estou abismada com uns outdoors espalhados por toda a cidade. Neles tem assim:
"ENTREGUE O CONTROLE TOTAL DA SUA VIDA A JESUS. JESUS! ELE ESTÁ DE VOLTA. O FIM ESTÁ PRÓXIMO!"

(palhaçada, né?)

Incrível como ele conseguem usar o lado sensível das pessoas para conseguir dinheiro. Estou abismada. Bem, eu tenho em mente mil argumentos e palavrinhas bonitas para escrever sobre tal ocorrido, mas infelizmente, tenho que retornar à meus quadros. Já que tenho compromisso com eles amanhã, e que, como todo bom brasileiro, deixei tudo para ultima hora. Adeus!

72 horas.

Estou exausta. Com direito à mente pesada, dor de cabeça, dor na vista e sono. Resultado de setenda e duas horas disparadas pintando - jajá e amanhã, pintarei novamente. Amanhã vai ter exposição. Estou feliz. Pintei muitos quadros, grandes, coloridos e bonitos. Acho que vou causar nessa exposição. :) É um bom - ótimo - começo. E, escutem queridos; Um dia serei reconhecida e todas as dondocas e pessoas cult da sociedade irão querer uma obra minha dentro de suas casas, empresas e restaurantes. HAHAHAHAHAHA. Para variar, sonhando. Vivendo aquela vidinha que não exite. Mas se isso me faz feliz...


Tuesday, December 05, 2006

14.

Eu falo de amor à vida, você de medo da morte Eu falo da força do acaso e você, de azar ou sorte Eu ando num labirinto e você, numa estrada em linhareta Te chamo pra festa mas você só quer atingir sua meta
Sua meta é a seta no alvo Mas o alvo, na certa não te espera
Eu olho pro infinito e você, de óculos escuros Eu digo: "Te amo" e você só acredita quando eu juro Eu lanço minha alma no espaço, você pisa os pés naterra. Eu experimento o futuro e você só lamenta não ser oque era E o que era ? Era a seta no alvo Mas o alvo, na certa não te espera
Eu grito por liberdade, você deixa a porta se fechar Eu quero saber a verdade, e você se perocupa em não semachucar Eu corro todos os riscos, você diz que não tem maisvontade Eu me ofereço inteiro, e você se satisfaz com metade
É a meta de uma seta no alvo Mas o alvo, na certa não te espera
Então me diz qual é a graça De já saber o fim da estrada Quando se parte rumo ao nada ?
Sempre a meta de uma seta no alvo Mas o alvo, na certa não te espera
Então me diz qual é a graça De já saber o fim da estrada Quando se parte rumo ao nada...




Dias que as coisas não mais funcional normalmente. Meus pensamentos estão intransitáveis.
Minhas idas e vindas de qualquer lugar se tornaram rotina, e chatas.
A mesma musica se repete e eu não canso. Não canso disso, dessa situação chata.
A ficha ainda não caiu. Me faz bem pensar, lembrar, e achar que a ficha não cairá, já qeu a ficha nã existe.
É, mas acorde. A ficha existe, caiu, se afogou e não existe, não mais. Mas já existiu.
Você venceu. E eu? Perdi? Não sei. Mas acho que nunca entrei no seu jogo, logo, sou indiferente. E não faço parte, sequer, desse seu círculo vicioso. Mas do meu. Talvez, psicológicamente você faça parte. Mas eu tenho certeza que é só draminha e fasezinha, como todo e qualquer momento em que minha mente se encontra instável desta maneira. Hehehehehe. Acreditem, ou não, nada disso exite, nada. Nem nós, nem eu.. Nem ele.