Inbetween days

Impulsivamente - ou involuntáriamente -, estórias e histórias saem como escarros de um nariz resfriado.

Tuesday, January 02, 2007

Omissão

Alguns jovens querem marcar presença na sociedade. Mostrar que cabeças frescas são produtivas, pensantes, criativas e até revolucionárias. Mas alguns - citaria meu próprio nome em algumas cituações - forçam essa imagem de ser capaz para se introduzir nessa tal sociedade. Jovens organizam revoltas, sejam por escândalos ou com silêncio. Usam da música, da arte, da poesia, da política. Mas jamais podem usar da ignorância, por se dizerem capazes. Só que alguns muitos, usam. Geralmente querem se mostrar tanto, que acabam estrapolando na hora de usarem suas armas. Estrapolam seja lá por ignorância, por falha ou por falta de capacidade. Mas falhando ou não, eles fizeram suas partes, não se deixando omissos à aceitação. Por mais qeu se seja ignorante, leigo, ou seja um "super gênio inteligente reformulador de gerações", faça sua parte. É com os erros que se vem os acertos. E com o silêncio, se gera o barulho. É bom demais ficar omisso, faz-se só o que se quer, o que se gosta, e indireamente não deve satisfações a ninguém. Tudo o que se faz é pensando no ego, no seu eu. Porque se importar com o próximo, hein? E isso, sem lembrar que os omissos são inteiramente dependentes dos próximos. Mas ter tudo de "mão beijada" parece ser liberdade, para eles. Mas eles não lembram que na morte o silêncio se eterniza e você paraliza, acabando assim, seu direito de se mostrar capaz ou de ser livre. Ou talvez só nos tornemos livres na morte mesmo.

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